Abstract:
Após o terramoto de 1755 em Lisboa a necessidade de reconstrução da cidade levou ao
desenvolvimento de uma estrutura designada Gaiola Pombalina, considerado o sistema anti-sísmico mais
avançado do séc. XVIII.
Estas estruturas baseadas num reticulado de frontais compostos de prumos travessanhos e escoras com
interstícios preenchidos por alvenaria de pedra ou tijolo têm vindo a sofrer alterações estruturais, como por
exemplo a introdução de novos materiais, podendo comprometer a acção anti-sísmica e pôr em risco o edificado
Pombalino.
O comportamento físico e mecânico da madeira depende da sua estrutura e daí a necessidade de avaliação das
espécies de madeira nestas estruturas. Não existe nenhum estudo sistematizado com recurso à identificação
microscópica destas madeiras.
O trabalho apresentado inclui a identificação anatómica das amostras de madeira de uma gaiola de um edifício
pombalino. Foram preparadas as amostras para observação à lupa e ao microscópio. Fizeram-se cortes na secção
transversal, tangencial e radial da madeira com o micrótomo, que foram analisadas através de um sistema de
análise de imagem. Apresentam-se fotomicrografias das amostras analisadas e respectivas observações
microscópicas.
Resultados preliminares referentes às amostras analisadas indicam a presença de madeira do género Pinus,
género não referenciado em bibliografia na construção das Gaiolas Pombalinas.