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Para aumentar a resiliência das comunidades a eventos extremos de precipitação é necessário ter conhecimentos sólidos e consistentes sobre os cenários de precipitação e as vulnerabilidades. Todavia, este conhecimento de per si pode revelar-se insuficiente.
Evidências de casos reais, no âmbito de fenómenos extremos de precipitação, demonstram a relevância de uma abordagem cuidadosa dos desafios de comunicação. Neste trabalho são apresentados i) resultados do projeto H2020 BINGO, que se focou no impacto dos extremos de precipitação em seis casos de estudo na Europa; ii) dados relativos ao evento extremo de precipitação de 2021, na bacia do rio Ahr (Alemanha) e iii) desafios no contexto da gestão de secas na bacia transfronteiriça dos lagos Prespa (Grécia, Albânia e Macedónia do Norte).
Os resultados demostram que é necessário atender às facetas da comunicação quando o objetivo é aumentar a resiliência a eventos extremos. É fundamental que se considerem as características individuais e específicas do local, a cultura/língua, as percepções e crenças, bem como experiências anteriores. O conhecimento local e dados históricos devem ser valorizados tanto como os melhores dados e resultados científicos.
Os investigadores, os decisores, as partes interessadas e as populações precisam de colaborar para aumentar a resiliência de comunidades e regiões. Tanto a colaboração como as decisões e ações assentam numa boa comunicação. Entende-se que “comunicação” engloba tanto a comunicação humana como a comunicação mediada pela tecnologia, sendo um recurso poderoso para promover a interação e capacitação de todos os actores. Duma forma geral, uma maior proficiência na comunicação, nomeadamente por parte da comunidade técnica e científica, facilita a ligação à sociedade, a identificação de lacunas de conhecimento e de barreiras à disseminação deste, impulsionando a ciência a ir além do estado da arte e a estar ao serviço da sociedade. |
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