Abstract:
À medida que a produção de águas residuais aumenta e os efeitos das alterações climáticas se intensificam, a sustentabilidade do tratamento de águas residuais torna-se uma questão mais premente. À luz da proposta de revisão da Diretiva das Águas Residuais Urbanas (DARU), em aprovação, que impõe a neutralidade energética até 2045, com várias metas intercalares, denota-se uma mudança de paradigma. Tal implica a avaliação do impacto climático das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), de modo a desenvolver estratégias eficientes para os serviços urbanos de água residual em Portugal. Assim sendo, analisou-se o panorama nacional relativo ao consumo de energia e às emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE) do tratamento de águas residuais, entre 2018 e 2022. A metodologia incluiu a avaliação do consumo e da autonomia energética e das emissões diretas (processo de tratamento) e indiretas (consumo de eletricidade) de GEE. Os resultados permitiram identificar as tendências destes serviços e o seu alinhamento com as metas propostas a nível europeu e nacional. É importante compreender e mitigar as emissões de GEE em ETAR, e em atividades da sociedade em geral, para garantir um futuro sustentável para as gerações vindouras.