Abstract:
Mais de metade da humanidade vive em cidades e estima-se que, em 2050, dois terços desta – 6,5 mil milhões de pessoas – viverão em grandes centros urbanos. As comunidades que vivem em zonas urbanas evidenciam stress laboral, possuem estilos de vida agitados, porém sedentários e carecem, frequentemente, de interações sociais e relações emocionais gratificantes. Além disso, as populações urbanas enfrentam stressantes que têm impacto na saúde, como níveis elevados de poluição atmosférica e de ruído, insegurança e criminalidade urbanas. Com a crescente preocupação das cidades no aumento das áreas azuis e verdes, maioritariamente focado na mitigação e adaptação às alterações climáticas, as soluções baseadas na natureza (SBN) têm ganhado um novo destaque, no que respeita ao seu papel na promoção da saúde pública e do bem-estar das populações. A investigação tem chamado a atenção para a necessidade de uma melhor integração da sustentabilidade ambiental com a saúde e bem-estar da população. É relevante discutir o impacto que os requisitos dos programas terapêuticos de base natural podem ter na inovação do planeamento e gestão urbana de áreas verdes e azuis, nomeadamente, na identificação das condições físicas e de utilização destes espaços naturais em contexto urbano.