Abstract:
No presente artigo e baseando-nos, apenas, numa única e excelente fonte bibliográfica ligada à incontornável iniciativa, desenvolvida no Reino Unido e globalmente intitulada Housing our Ageing Population: Panel for Innovation (HAPPI), desenvolvemos um conjunto de reflexões sobre a natureza que devem ter soluções de habitar que, realmente, sejam muito adequadas a pessoas envelhecidas e frequentemente fragilizadas, tendo-se em conta, evidentemente, qua cada pessoa será um caso e que cada contexto será sempre específico, mas que há, realmente, aspetos que devem marcar a promoção habitacional se a quisermos mais amiga dos idosos; um objetivo que deve estar na agenda urgente da promoção habitacional tendo-se presente a realidade crítica associada à atual “revolução grisalha”.
Nesta perspetiva abordam-se, sequencialmente, os seguintes subtemas: sobre uma habitação muito adequada para pessoas idosas e a importância do estudo HAPPI e dos seus principais objetivos; filhos mais tardios e casas mais pequenas; que tipo habitacional é o mais desejável para os idosos?; associar necessidades e desejos de vários níveis etários e exigências de privacidade e convivialidade; habitações que favoreçam as pessoas mais fragilizadas e que vivem sozinhas; uma nova tipologia residencial com expressivo desenvolvimento comum; associar boas condições residenciais comuns a excelentes condições habitacionais privadas: da agradabilidade a uma racionalizada espaciosidade.