Abstract:
À semelhança de outras infraestruturas, os sistemas de distribuição prediais de Água tiveram, em Portugal e no seculo XX, maior enfoque na construção e ampliação, e menor na avaliação da condição infraestrutural para apoio a reabilitação. No seculo XXI, estando os sistemas já amplamente construídos, as exigências tendem a centralizar-se no aumento da eficiência e demonstração de eficácia (i.e., o cumprimento da função para a qual estão destinados). Adicionalmente, devem ser adotadas medidas de sustentabilidade e de adaptação as alterações climáticas, incluindo soluções conducentes a uma maior independência e resiliência dos sistemas (e.g., recolha de agua pluvial de forma descentralizada em edifícios) face a fenómenos externos (e.g., escassez de agua, crise energética). Estes aspetos podem ser mais relevantes em sistemas consolidados, mas são também aplicáveis a sistemas novos ou que sejam alvo de intervenções de ampliação ou redução da rede.