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A resiliência de edifícios e obras de engenharia civil tem atraído a atenção de diversos intervenientes, incluindo profissionais de engenharia de várias áreas, cientistas, organismos de normalização, investidores e instituições financeiras, agências reguladoras, entre outros. Este interesse decorre da visão mais ampla de que a resiliência é uma questão fundamental para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), nomeadamente no que diz respeito às questões humanitárias e à necessidade de fornecer à Humanidade, incluindo a grupos mais vulneráveis, um ambiente mais adaptado a riscos de desastre futuros. Os esforços recentes ao nível da normalização (ISO 22845) conduziram a um panorama estruturado da informação relevante sobre resiliência de edifícios e obras de engenharia civil, nomeadamente no que diz respeito ao próprio conceito e aos riscos e contramedidas. Com relação aos conceitos, a ISO 22845 classifica resiliência em diferentes contextos e apresenta definições de resiliência que estão em desenvolvimento.
O presente artigo baseia-se nesses esforços e discute o impacto que os requisitos da ISO 22485 podem ter no aprimoramento da compreensão conceptual da resiliência no setor da Arquitetura, Engenharia, Construção e Operação (AECO) e no aprimoramento de estratégias para a gestão de riscos naturais extremos (climáticos e ações sísmicas). Tem por objetivo analisar os efeitos no custo do ciclo de vida da incorporação de contramedidas relacionadas com redução de riscos naturais extremos, com vista a aumentar a resiliência em edifícios e obras de betão armado. Pretende-se também apresentar uma proposta de modelo que organiza um sistema de classificação de resiliência de edifícios. |
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