Abstract:
Depois de uma reflexão introdutória sobre o papel e a natureza das condições específicas de habitabilidade e domesticidade numa habitação adequada para pessoas fragilizadas e que privilegie os residentes mais vulneráveis, avança-se para uma abordagem dedicada ao desenvolvimento de soluções residenciais cujo desenho de arquitetura seja capaz de influenciar expressiva e positivamente a satisfação e a qualidade de vida diária e pessoal dos residentes.
Desenvolve-se, depois, um pouco mais nesta última matéria desenvolvendo-se aspetos associados a ambientes residenciais que se considerem como positivamente simplificados, e mesmo naturalmente terapêuticos e fortemente humanizados, concluindo-se esta sequência de reflexões com a abordagem de alguns aspetos globais e sistemáticos de uma verdadeira afetivividade, que poderão caraterizar soluções habitacionais intergeracionais e onde, portanto, vive uma significativa parcela de idosos e pessoas fragilizadas.
Numa última parte do artigo apontam-se, primeiro, aspetos importantes na conceção de ambientes para pessoas fragilizadas, considerando-se desde projeto à respetiva avaliação pós-ocupação e conclui-se o artigo com uma aproximação a alguns aspetos particularizados, mas estruturantes, na conceção de ambientes residenciais para pessoas fragilizadas e com algumas notas sobre sobre caminhos mais correntes e mais atuais da conceção de ambientes residenciais para essas pessoas.