Abstract:
As escórias de siderurgia devidamente processadas têm elevado potencial para aplicação como agregado artificial em camadas de apoio de infraestruturas ferroviárias. Apesar de existirem evidências sobre o benefício ambiental e económico da sua aplicação em camada de balastro ferroviário, como alternativa ao agregado natural de rocha britada [1], esta ainda é bastante limitada por todo o mundo. Em Portugal, a Siderurgia Nacional produz agregado artificial de escória de forno de arco elétrico, que toma a designação de “Agregado Siderúrgico Inerte para Construção” – ASIC [2]. Embora, a nível nacional, existam algumas aplicações de ASIC em camadas de apoio de infraestruturas de transportes [3], ainda são necessários mais estudos para evidenciar os benefícios do uso deste tipo de materiais em camada de balastro ferroviário.
A resistência e a morfologia das partículas que constituem a camada de balastro ferroviário são aspetos fundamentais que influenciam o seu desempenho. A maioria das especificações técnicas estabelece que a caracterização da morfologia é realizada seguindo abordagens empíricas e testagem manual, bem estabelecidas e amplamente validadas, que foram desenvolvidas no passado. No entanto, algumas dessas abordagens são subjetivas, sujeitas a erro humano, redutoras dos aspetos tridimensionais das partículas e não tiram partido do conhecimento mais recente e dos métodos automatizados atualmente disponíveis como abordagens de análise de imagem para caracterizar estes agregados.