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O comportamento dos materiais de enrocamento é fortemente condicionado pela resistência ao
esmagamento das suas partículas. A resposta deformacional de um provete de ensaio resulta na rotura
dos elementos de rocha, quando as tensões de contacto ultrapassam a resistência ao esmagamento, ou
de um rearranjo das suas partículas, até se atingir um estado de equilíbrio. É sabido que certos aspetos
do comportamento de enrocamento, como a compressibilidade e resistência ao corte, dependem da
tensão de confinamento e que essa dependência é afetada pela quebra das partículas. Recentemente,
tendo surgido um crescente interesse no estudo da influência da sucção no comportamento do material
enrocamento, devido à sua importância na quebra das partículas, julga-se importante caracterizar esta
influência. Para melhor quantificar a quebra de partículas, vários investigadores propuseram diferentes
índices de quebra. Estes baseiam-se essencialmente nas curvas granulométricas antes e depois de cada
ensaio. Para estudar o comportamento mecânico do enrocamento foram realizados ensaios no edómetro
de grandes dimensões do LNEC, para diferentes trajetórias de tensões e sucções. Neste artigo
descreve-se a evolução dos vários índices de quebra, propostos na literatura, e adotam-se três dos
principais para estudar a evolução granulométrica. No final caracteriza-se o comportamento mecânico do
enrocamento e avalia-se o desempenho de cada um dos índices de quebra, sugerindo-se o mais indicado
para aplicar em estudos futuros. |
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