Abstract:
Neste artigo, dedicado a um tema que poderá levantar algumas dúvidas iniciais sobre o significado da “libertação” do espaço doméstico relativamente às máquinas e instalações que o devem servir, desenvolve-se, primeiro, uma reflexão sobre o equilíbrio entre o bem-habitar e a temática geral das instalações domésticas, define-se, depois, como objetivo, o desenvolvimento da adaptabilidade doméstica ao serviço de uma essencial domesticidade e aborda-se a matéria da desejável racionalidade e estratégia que deve caracterizar a integração das instalações domésticas, na sua globalidade.
No que se pode designar como uma segunda parte do artigo defende-se um significativo incremento da funcionalidade doméstica, mas harmonizada com a manutenção do próprio carácter “doméstico” da solução habitacional, avança-se na temática “central” do artigo, referida à “libertação” do espaço de habitar na sua relação com as instalações e apontam-se algumas notas de remate sobre as casas inteligentes, designadamente, dentro desta mesma faceta de compatibilização em ter maximização da funcionalidade sem “custos” para o essencial sentido confortável, envolvente e apropriável da habitação.