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No presente artigo aborda-se, em primeiro lugar, o silêncio como matéria de base vital do espaço projetado e que, depois, se quer vivo; portanto base da concepção e objetivo essencial qualitativo, importante, entre outros, mas frequentemente esquecido.
Desenvolve-se, em seguida, uma reflexão sobre a relação entre o silêncio e o meio natural, sítio óbvio de potencial e “alimentador/apaziguador” silêncio, passando-se, depois, para uma menos óbvia natureza do silêncio como veículo de intimidade e de urbanidade; julga-se que a relação com a intimidade é razoavelmente natural, enquanto o sentido de uma urbanidade calma, protetora e mesmo potencialmente introspetiva será sempre menos direta, mas considera-se que poderá ser de extrema relevância na concepção arquitectónica; importância esta que vai ganhando tanto maior relevo quanto mais urbana e densificada for a sociedade – como acontece com o atual habitat humano.
Passa-se, depois, para uma pequena reflexão talvez mais disciplinar a propósito de se encarar e defender, mesmo, o silêncio como verdadeira matéria ou motivo da Arquitectura; naturalmente não única, mas, frequentemente, como ampla e amigável base habilitadora de outras matérias e motivos de concepção; para além de ser, sempre, matéria própria e motivo específico de concepção.
E avançando-se nesta matéria específica de concepção associada ao silêncio, surge o “velho” e sempre pouco considerado tema das ruínas e do silêncio das/nas ruínas como estimulante motivo de percepção e criação arquitectónica. |
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