Abstract:
Os produtos à base de madeira têm cada vez mais um papel relevante na construção, em particular no caso da reabilitação. Tal resulta não só das vantagens tradicionais da madeira, como o seu desempenho mecânico ou impacto ambiental, mas também das tecnologias inovadoras que abriram perspetivas completamente novas a este material, como é o caso da construção em altura com CLT. Relacionadas com estas características surgem também algumas desvantagens importantes, nomeadamente a variabilidade de propriedades e a dificuldade de controlo de qualidade. Tradicionalmente a madeira é selecionada tendo por base uma análise visual (classificação visual) a qual tem uma correlação bastante limitada com as propriedades mecânicas. Por estas razões torna-se bastante difícil realizar um controlo de qualidade em obra rigoroso com um nível de custo e complexidade adequado às condições aí existentes. Tal introduz custos acrescidos ao processo, gera dificuldade na gestão do processo construtivo e pode conduzir a erros, ainda que involuntários, com consequências graves, por exemplo através da troca da classe resistente entre elementos construtivos. Neste campo foram desenvolvidas soluções que permitem um mais eficaz e rigoroso controlo de qualidade. Nesta comunicação apresenta-se uma dessas técnicas que consiste numa abordagem dinâmica para ensaio não-destrutivo da madeira. A técnica é passível de aplicação a elementos de diferentes espécies sendo apresentados resultados da sua validação para o pinho bravo. O SerQ – Centro de Inovação e Competências da Floresta, em colaboração com a Universidade de Coimbra e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil desenvolveu um sistema que, comparativamente ao processo normalizado preconizado pela normalização europeia, permite um processo de verificação da qualidade em obra rápido e fiável. Este processo será apresentado nomeadamente ao nível de potencial e limitações.