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A importância da preservação do património cultural como parte integrante da história,
cultura e identidade dos povos, bem patente nas cartas e convenções internacionais que lhe são
dedicadas, promove a manutenção, sempre que possível, dos materiais e técnicas construtivas
originais.
Por outro lado, os resíduos de construção e demolição (RCD) constituem uma parte muito
significativa dos resíduos produzidos em Portugal, situação comum à generalidade dos Estados-
Membros da UE (1). No âmbito da estratégia «Europa 2020», as metas em matéria de resíduos foram
recentemente redefinidas e são agora ainda mais ambiciosas. Sabendo que a principal prioridade é a
prevenção da sua produção, urge pôr em prática medidas que visem o desenvolvimento e a utilização
de soluções que cumpram este objectivo.
A reabilitação do património construído é, precisamente, uma das áreas onde há ainda muito a fazer.
De facto, nos últimos anos assistiu-se a um aumento considerável (embora ainda insuficiente) do
número de intervenções em edifícios antigos. No entanto, a adopção de abordagens mais
conservadoras, um conceito supostamente defendido por todos os intervenientes, está longe de ser
uma prática comum.
“Reabilitar e conservar” é possível e desejável. Basta que, para isso, se invista não só no
desenvolvimento de soluções devidamente sustentadas por estudos de compatibilidade e
exequibilidade, mas também na sua implementação.
O presente trabalho foi desenvolvido neste contexto e tem como principal objectivo a preservação dos
revestimentos interiores de paredes e tectos de edifícios antigos com base em gesso. A metodologia
adoptada e os principais resultados obtidos são apresentados neste artigo.
Abordar-se-á, ainda, a planificação da realização de ensaios de aplicação em obra, de forma a avaliar
a trabalhabilidade dos produtos e o seu comportamento em serviço, a que se seguirá a
implementação no terreno. Assim contribui-se para uma maior preservação dos interiores dos
edifícios antigos, para a redução significativa dos RCD e para a utilização de matérias-primas virgens
e/ou recicladas, bem como para a diminuição da energia utilizada na sua transformação, transporte,
etc., rumo a uma economia circular. |
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