Abstract:
As unidades hoteleiras, independentemente da sua classificação e tipologia, são importantes equipamentos para providenciar a acomodação dos seus hóspedes, para além de constituírem veículos de divulgação cultural (dos países onde se encontram) e de promoverem estados de bem-estar e de conforto. Em países nos quais a indústria do turismo tem um peso muito elevado no PIB, como é o caso de Portugal, esses objetivos de valorização cultural e de promoção de bem-estar e conforto são determinantes para o próprio desempenho da economia como um todo, e a uma escala regional e local podem mesmo ser decisivos para as respetivas comunidades.
Nas fases de planeamento e design de construção, reabilitação ou adaptação de um edifício de hotelaria, existem requisitos funcionais, arquitetónicos, técnicos e decisões gestionárias que irão comprometer o ciclo de vida de custos do edifício e da sua prestação enquanto unidade hoteleira, se essas decisões não forem as mais adequadas.
O Sector da Hotelaria tem vindo a utilizar um sistema de classificação por estrelas para diferenciar a qualidade providenciada pelas diferentes unidades hoteleiras, o qual envolve parâmetros tais como: Características das instalações e serviços; Serviço de Receção; Serviço de limpeza e lavandaria; Serviço de F&B; Outros serviços.
Os autores apresentam um exercício de análise comparativa entre os parâmetros formais (regulamentares) de classificação e os fatores que os hóspedes valorizam (valorização auto-revelada através do Booking.com®) durante a sua estadia. Esta análise também pretende relacionar as soluções de eficiência energética adotadas com os níveis de conforto experimentados.
Considerando o peso da fatia energética nos custos de exploração (a 2ª maior) de um hotel, e tendo presente a orientação política para uma melhoria de 69% na eficiência energética, é exigível a necessidade de uma transformação paradigmática dos objetivos, sem prejudicar a qualidade do serviço, a par de uma avaliação feita pelos hóspedes.