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A corrosão de armaduras no betão armado, por carbonatação do betão ou ataque por iões cloreto, é uma das principais causas de degradação de estruturas. A propagação da corrosão após o seu início é geralmente rápida, podendo conduzir à deterioração das estruturas, num curto espaço de tempo, sempre associada a elevados custos de reparação. A utilização do aço galvanizado é considerada uma medida alternativa para aumentar o tempo de vida útil das estruturas expostas ao ataque de espécies agressivas. Contudo, quando o aço galvanizado é embebido no betão fresco (ambiente extremamente alcalino), a camada de zinco corrói-se durante um certo período até que se forme uma camada de passivação. Em simultâneo, ocorre produção de hidrogénio, originando aumento da porosidade do betão que, por sua vez, pode comprometer a aderência entre o aço e o betão.
Para mitigar este processo de corrosão inicial utilizam-se vários procedimentos tais como o aumento do teor de cromatos no cimento ou a deposição de camadas de conversão química à base de crómio (CCC) na superfície do aço galvanizado. No entanto, devido à toxicidade dos iões Cr(VI), os cimentos atualmente comercializados possuem quantidades reduzidas de Cr(VI) e diversas alternativas têm vindo a ser propostas às CCC, nomeadamente camadas de conversão à base de cério, lantânio, zircónio ou molibdénio. Diversos revestimentos à base de resinas epóxi, sílica e silanos foram também estudados bem como revestimentos híbridos obtidos pelo método sol-gel. Neste trabalho serão apresentados e discutidos os resultados mais relevantes de revestimentos e pré-tratamentos alternativos destinados a aços galvanizados publicados no período que decorreu entre 2010 e 2015. A maior percentagem de publicações incidiu nas camadas de conversão química alternativas às de crómio, verificando-se que as camadas de conversão à base de molibdato apresentaram resultados muito promissores e comportamento semelhante às CCC. |
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