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Papel da dinâmica de propagação da precipitação na forma do hidrograma e no pico da cheia ocorrida em albufeira a 1/11/2015, e sua relevância para a sustentabilidade das soluções de drenagem

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dc.contributor.author Rodrigues, R. pt_BR
dc.date.accessioned 2016-05-20T14:41:40Z pt_BR
dc.date.accessioned 2017-04-12T13:35:05Z
dc.date.available 2016-05-20T14:41:40Z pt_BR
dc.date.available 2017-04-12T13:35:05Z
dc.date.issued 2016-03 pt_BR
dc.identifier.uri https://repositorio.lnec.pt/jspui/handle/123456789/1008240
dc.description.abstract O episódio pluvioso que incidiu sobre o Barlavento Algarvio na manhã do dia 1 de novembro de 2015, com maior intensidade entre as 10:00 e as 14:00 horas, provocou inundações com grande impacto na cidade de Albufeira. O sistema de drenagem foi insuficiente para escoar a cheia tendo-se processado grande parte do escoamento sobre o pavimento da estrada de acesso ao centro da cidade, que ficou por sua vez totalmente alagado. A precipitação ponderada de cerca de 105 mm caída na bacia drenante durante seis horas e meia distribuiu-se temporalmente num hietograma negativamente assimétrico com máximos no último quinto de duração da chuvada. Esta situação, favorável ao desenvolvimento de picos de cheia de maior magnitude, foi ainda assim atenuada pela cinemática da propagação da perturbação meteorológica  com o atravessamento transversal da bacia no sentido Este para Oeste durante 4/5 do tempo e (já na fase final) de Sul para Norte. Desta feita proporcionou-se a desfasagem dos volumes escoados com a antecipação de parte significativa do escoamento na bacia junto à foz. A mobilização desfasada de incrementos de drenagem da bacia  importantes, apesar da pequena dimensão espacial desta  foi assegurada na modelação hidrológica, após análise dos padrões de drenagem, mediante a incorporação da discretização da área total em três sub-bacias e do recurso à integração dos hietogramas transladados até à foz. Dada a escassez de dados udográficos “oficiais” das agências estatais, complementou-se a informação pluviométrica com o recurso a estações meteorológicas de particulares, e na falta de elementos hidrométricos, recorreu-se ao hidrograma sintético do SCS, utilizando a formulação do número de escoamento (CN) para o cálculo de perdas. A análise dos dados de precipitação revela que, para as durações críticas de concentração de caudais nas sub-bacias (80 a 100 min.) e na totalidade da bacia (~ 2 hr), sugere que a excecionalidade do fenómeno meteorológico se situou entre os 10 e os 20 anos, expondo assim a fragilidade da corrente solução de drenagem da região. Este facto direciona as prioridades da sustentabilidade a longo prazo do modelo de desenvolvimento para o redimensionamento dos sistemas de drenagem, enquadrando-os num projeto coordenado de planeamento de recursos hídricos e de ordenamento do território. Quando se debatem os acréscimos de capacidade de drenagem necessários para contemplar a adaptação a eventuais alterações climáticas urge assegurar, primeiro, a elementar adequação dessa capacidade de drenagem para o atual clima. 2 Para as áreas drenantes próximas de Albufeira, mas de maior envergadura, como as ribeiras de Quarteira e Alcantarilha (com maiores tempos de concentração), os valores acumulados até 7 horas oscilaram entre os 20 e os 50 anos de excecionalidade em termos de período de retorno. Para essas bacias da região com maior dimensão não foram, contudo, sentidos efeitos tão desastrosos como em Albufeira. O caudal de ponta de cheia em Albufeira, estimado entre os 120 e os 140 m3/s, terá ocorrido às 14:30. Este valor poderia ter sido 25% superior se a propagação da perturbação meteorológica se tivesse processado de forma inversa, isto é, inicialmente de Oeste para Este e, na fase final, de Norte para Sul. É para estas condições extremas (e para um período de retorno centenário, que as futuras soluções de drenagem devem ser procuradas pt_BR
dc.language.iso por pt_BR
dc.publisher Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos pt_BR
dc.rights openAccess pt_BR
dc.subject Cinemática da precipitação pt_BR
dc.subject Hidrograma de cheia pt_BR
dc.subject Curvas P-D-F e I-D-F pt_BR
dc.subject Duração crítica de chuvadas pt_BR
dc.title Papel da dinâmica de propagação da precipitação na forma do hidrograma e no pico da cheia ocorrida em albufeira a 1/11/2015, e sua relevância para a sustentabilidade das soluções de drenagem pt_BR
dc.type conferenceObject pt_BR
dc.description.pages 12pp pt_BR
dc.identifier.local LNEC, Lisboa pt_BR
dc.description.sector DHA/NPE pt_BR
dc.identifier.conftitle 13º Congresso da Água pt_BR
dc.contributor.peer-reviewed NAO pt_BR
dc.contributor.academicresearchers NAO pt_BR
dc.contributor.arquivo SIM pt_BR


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