Abstract:
Falar um pouco sobre o silêncio na arquitectura, considerando esta, naturalmente, como conjunto articulado de espaços interiores, exteriores e de transição, com presença doméstica e urbana e importantes ligações com o bem-estar que deve caraterizar os nossos cenários de vivência, será, talvez, falar de uma qualidade arquitectónica que acompanha e valoriza, seja, numa primeira linha, os respetivos atos de conceção desses espaços e ambientes e numa segunda linha, embebe e caracteriza as primeiras vivências diretas desses espaços logo que recém-concluídos, e atraentemente vazios e expetantes, produzindo-se, assim, imagens quase que estranha e eloquentemente silenciosas.