Abstract:
Observar, descrever e analisar contextualmente os micro-processos sociais de adaptação, inovação e invenção de espacialidades e ambiências sociais cinéticas – que sucedem das experiências informais de ocupação do espaço urbano –, insinuam o papel que a antropologia do espaço pode ter como contributo para a (re)invenção das práticas de urbanismo. No sentido de enfatizar esta perspetiva de abordagem e análise, como campo empírico de reflexão considera-se alguns aspectos socio-espaciais observados em espacialidades e ambiências sociais constituídas em territórios “informais” da Cidade da Praia – Ilha de Santiago – e de Sal Rei – Ilha de Boa Vista, em Cabo Verde. Propõe-se discutir determinados aspectos das várias dimensões que constituem o campo da relação entre soluções técnicas de intervenção e modelos de ocupação social do espaço. O objetivo é identificar certas dinâmicas e aspectos socio-espaciais da cidade informal que, entretanto, possam nutrir o desenvolvimento de estudos – a explorar e aprofundar futuramente – ligados ao campo da antropologia do espaço.