Abstract:
Uma grande parte da população portuguesa consome água proveniente de origens superficiais com condições para o desenvolvimento de florescências de cianobactérias e, eventualmente, para a sua contaminação com cianotoxinas. As microcistinas são as cianotoxinas mais comuns nas florescências e a variante microcistina LR (MC-LR) é uma das mais frequentes e mais tóxicas para o homem, pelo que a Organização Mundial de Saúde propôs um valor-guia provisório de 1 g/L em água para consumo humano, adotado em vários países do mundo, incluindo Portugal. O problema da contaminação das águas superficiais com cianotoxinas é acentuado pela eficácia limitada do tratamento convencional da água para consumo humano na eliminação deste microcontaminante. Os biofiltros de carvão ativado (filtros BAC) são uma alternativa promissora, mas a sinergia entre os fenómenos de adsorção e de biodegradação é ainda insuficientemente conhecida. Nesta comunicação apresenta-se a tecnologia BAC e as principais conclusões de um estudo recente sobre a remoção de MC-LR por BAC com enfoque nos efeitos da qualidade da água a tratar e do tempo de contacto na eficiência do processo.