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Tem-se registado um aumento continuado dos consumos de energia nos edifícios em
Portugal, sustentado em parte, pela alteração dos padrões de conforto e a utilização cada vez
maior de equipamentos. As preocupações de conservação de energia e da eficiência energética,
quer na perspetiva de redução do impacte ambiental, quer da dependência energética externa,
conduziu a União Europeia à publicação da Diretiva sobre a eficiência energética nos edifícios
em 2002 e à sua recente reformulação em 2010. A eficiência energética nos edifícios envolve
uma componente tecnológica e aspetos comportamentais dos ocupantes.
As escolas, atendendo à sua utilização predominantemente diurna, são edifícios cujo consumo de
energia pode ser minimizado através de uma envolvente adaptada ao clima e de uma adequada
utilização pelos seus ocupantes. Encontra-se a decorrer um projeto de investigação no qual se
está a estudar uma escola secundária de Lisboa, remodelada ao abrigo do Programa de
Modernização das Escolas do Ensino Secundário, dirigido pela Parque Escolar, E.P.E. Este
projeto, entre outros objetivos, visa avaliar a influência de fatores relevantes no consumo de
energia da escola e identificar medidas de melhoria de conforto dos seus utilizadores.
Com a remodelação da escola em estudo, a envolvente dos edifícios foi objeto de alterações
significativas, realçando-se: a melhoria do isolamento térmico das paredes, da cobertura e das
janelas e a alteração de janelas e dos respetivos dispositivos de proteção solar. Para assegurar a
satisfação dos requisitos regulamentares foram instalados sistemas de climatização na maioria
dos espaços interiores.
Neste artigo apresentam-se os resultados obtidos da simulação térmica computacional de um
bloco da escola. Foram analisados diferentes cenários comportamentais adotados (ou a adotar)
pelos ocupantes, ao nível da atuação de portas e janelas (ventilação passiva); da atuação da
proteção solar (ganhos térmicos e iluminação natural) e da iluminação artificial. Em função
desses resultados foi avaliado o impacte dos diferentes cenários estudados nas condições de
conforto, qualidade do ar interior e nos consumos energéticos estimados.
As conclusões deste artigo apontam para um potencial de poupança energética reduzido, mas
também para o estabelecimento de práticas de funcionamento da escola e comportamentais que
asseguram uma boa qualidade do ar e o conforto térmico dos seus ocupantes. |
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