Abstract:
Atentemos, então, agora, neste artigo e ainda globalmente, um pouco mais nas entradas das nossas casas, dos edifícios em que habitamos e, para iniciar esta reflexão de como ajudar a constituir vizinhanças coesas com edifícios habitados, coloquemos uma questão exploratória e um pouco provocatória:
Será que as condições de relação directa entre as nossas casas e as nossas ruas, que caracterizaram e ainda caracterizam muitas povoações e, especialmente, muitos bairros citadinos tradicionais, não são recuperáveis em intervenções novas e de renovação urbana?
E será da apurada adequação desta pequena rede de acessos que resultará boa parte da desejada vitalidade e da essencial curiosidade das respectivas vizinhanças, assim como será da estratégia da sua distribuição que resultará a prevenção do desenvolvimento de eventuais “pontos” “mortos”, inseguros e potencialmente difíceis de manter limpos e atraentes, e não tenhamos dúvida que será deste positivo jogo entre espaços urbanos e acessos a fogos que poderá resultar uma boa obra de Arquitectura e uma boa obra na aproximação à satisfação dos habitantes.