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O projecto convencional de emissários submarinos, que inclui concepção, dimensionamento,
construção, exploração, manutenção e reparação, não se baseia numa avaliação de riscos
explícita e sistemática e os métodos de dimensionamento destas estruturas são de natureza
determinística. No entanto, o projecto destas obras é muito complexo, dispendioso e estão-lhe
associadas inúmeras incertezas relacionadas, por exemplo, com o carácter aleatório das
solicitações actuantes (e.g. ondas, correntes), os modelos utilizados para representar a
realidade (e.g. modelos físicos/numéricos), etc.
Como tal, é necessário que se utilizem metodologias que permitam considerar a aleatoriedade
e as incertezas existentes e incorporar o máximo de conhecimento e de dados disponíveis, e
que possibilitem uma gestão dos riscos associados e permitam optimizar o custo do projecto.
Uma abordagem de gestão de riscos, baseada em métodos probabilísticos e de optimização
(que entram em linha de conta com a probabilidade de falha das estruturas e suas
consequências), dá resposta a estas necessidades, sendo o objecto do presente estudo.
Pretende-se assim: (1) a realização de um inventário de riscos associado com o projecto de
emissários e identificação do modo de falha destas estruturas; (2) estabelecimento de uma
metodologia para aplicar técnicas probabilísticas e de optimização ao projecto; e (3)
desenvolvimento de ferramentas computacionais para o dimensionamento probabilístico e
optimizado das estruturas, que resultará num conjunto de recomendações a ser aplicado a
estes projectos.
A metodologia utilizada no presente estudo baseia-se nas Recomendações da ROM 0.0
(2002), onde estão classificadas as estruturas marítimas em termos da sua natureza intrínseca
geral e operacional, avaliando-se as consequências económicas, sociais e ambientais em caso
de falha grave ou paragem operativa. |
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