Abstract:
No presente trabalho, apresentam-se estimativas dos níveis máximos do espraiamento na orla
litoral da Ria Formosa. São determinadas cotas máximas de espraiamento associadas a vários
períodos de retorno (5, 10, 25 e 50 anos). O cálculo inclui a determinação de níveis de água
determinísticos (associados à maré), a análise estatística de sobrelevações observadas
(extraídas de dados de marégrafos na barra de Faro-Olhão e em Huelva) e a estimativa dos
níveis do espraiamento propriamente dito, determinados em função da agitação marítima.
Aplicaram-se e avaliaram-se 10 formulações para estimar o espraiamento ao local de estudo e
concluiu-se que as formulações para praias dissipativas fornecem resultados irrealistas,
enquanto das restantes resultam estimativas realistas e uniformes entre si. Os resultados
evidenciam maiores níveis máximos do espraiamento (em cerca de 2m) no sector orientado a
SW (península do Ancão e Ilha da Barreta) do que naquele orientado a SE (desde a ilha da
Culatra à península de Cacela), em consequência não só dos maiores valores dos extremos da
agitação marítima nesse sector, mas também dos maiores declives médios da face da praia.