Abstract:
Tomando o ideário do ‘Festival Todos’ como metáfora guia desta reflexão, visa-se discutir as seguintes questões: entre os que vêm ao bairro para ver a diversidade, aqueles que nele vivem e trabalham, e os que decidem vir para ali viver (em busca de ‘capital cultural’?), estará a Mouraria a viver a génese de um processo de enobrecimento via apropriação simbólica da diversidade cultural? Mas em que medida a espectacularização da diversidade cultural encobre a tríade diversidades-diferenças-desigualdades? Quais deveriam ser os públicos-alvo de um processo de intervenção urbana? Qual o papel das dinâmicas de reabilitação urbana na invenção de uma apropriação simbólica dos espaços ‘mal afamados’ da cidade?