Abstract:
Os valores, quer em número quer em qualidade, que constituem uma amostra de extremos são
determinantes para o correcto estabelecimento do regime de extremos de agitação marítima.
Um número muito limitado de valores ou a consideração de valores incorrectos na amostra,
resultado, por exemplo, da existência de falhas de medição dos equipamentos de aquisição,
determinam estimativas de extrapolações incorrectas, com consequências directas sobre o
dimensionamento das estruturas marítimas.
Nesta comunicação efectua-se uma análise de sensibilidade à natureza das amostras de
extremos, nomeadamente ao seu tamanho, e à possibilidade de, nessa amostra, haver valores
que se afastam significativamente da média dos valores máximos observados.
Para esta análise, escolheu-se como caso de estudo o porto de Vila do Conde, onde se
procedeu recentemente à determinação do regime de extremos, considerando um conjunto de
cerca de 14 anos de dados provenientes da bóia de Leixões, os quais foram transferidos para o
largo, e do largo para um ponto junto ao porto. Assim, com base nestes valores transferidos, é
definida uma amostra de valores extremos e estabelecido o regime de extremos nesse ponto. A
seguir, fazendo variar os critérios de selecção de amostras, obtêm-se amostras alternativas,
com as quais são avaliadas as implicações nas estimativas do regime de extremos.