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Os grandes desafios da gestão integrada e sustentável das águas subterrâneas para o século XXI
assentam na efectiva aplicação de medidas articuladas entre os diversos sectores implicados, que
contribuam para proteger, melhorar e reabilitar a qualidade das massas de águas subterrâneas das
principais origens de contaminação e de deterioração a que estão, ou possam vir a estar, sujeitas.
As principais linhas de força dessas medidas devem assegurar a redução global da poluição e/ou a
manutenção da qualidade das águas, tendo em vista alcançar um Bom estado das águas
subterrâneas (químico e quantitativo).
Neste artigo apresentam-se alguns dos desafios principais com que Portugal se defronta tendo
sido seleccionadas três linhas de pressões principais:
actividades potencialmente poluidoras (agricultura, golfe, estradas, aeroportos,
lixeiras);
pressões causadas por catástrofes ‘naturais’, como o caso dos fogos florestais;
mudanças impostas pelas alterações climáticas.
O artigo é baseado no trabalho desenvolvido em Leitão (2010) intitulado "Gestão integrada e
sustentável da qualidade das águas subterrâneas em Portugal: contributos para um Bom estado
em 2015", que teve por objectivo propor um conjunto de linhas de investigação e de
desenvolvimento nestas áreas para Portugal. Apresentam-se, também, alguns exemplos concretos
de objectivos e de medidas para responder a desafios de gestão, actualmente em debate,
utilizando como exemplo a área do sistema aquífero de Monforte, em análise no âmbito da
componente de águas subterrâneas do Plano de Gestão de Região Hidrográfica do Tejo (PGRH
Tejo). |
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