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Os quebra-mares de taludes são estruturas de protecção portuária muito
comuns em Portugal e em cujo projecto se assume a necessidade de obras de manutenção
ou reparação ao longo da sua vida útil. Uma das grandezas relevantes para a avaliação
da necessidade de realização de obras é o volume erodido do manto protector por acção
da agitação marítima, o qual pode ser determinado a partir de levantamentos
consecutivos da envolvente dos taludes e com o qual se pode definir o dano da estrutura.
Melby (1999) apresentou uma fórmula para previsão da evolução do dano em
quebra-mares de taludes baseada nas características da agitação incidente.
Neste estudo apresentam-se os resultados do trabalho realizado com o objectivo de
avaliar a aplicabilidade daquela fórmula em condições de agitação diferentes das
consideradas por Melby, tendo para isso sido reproduzidas as experiências descritas por
aquele autor. Tratam-se de ensaios de longa duração em modelo físico reduzido em que
sequências de estados de agitação estacionários vão atingindo o manto protector e se
mede a área erodida no final da actuação de cada estado de agitação.
A medição da área erodida no final da actuação de cada estado de agitação foi realizada
a partir da reconstrução de pares estereoscópicos de fotografias em que a refracção
induzida pela interface ar água é corrigida. Tal permite a obtenção das fotografias
mantendo-se a água no canal. Pretendeu-se com este estudo, avaliar a operacionalidade
desta técnica em ensaios de longa duração, para os quais seja necessário o levantamento
exaustivo de perfis |
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